02/03/2009

:: Sobre pedras e poemas... ::





Sim, as pedras constroem poemas. E os poemas se tornam rígidos como a pedra que o constrói. O poema está para a pedra como o cimento está para a construção, como as idéias estão para a mudança e como as ações estão para as revoluções diárias.

As ações revolucionárias são mais comuns do que pedras e poemas. Não precisa ser o Che, basta não ser mais uma massa amorfa, manipulável. Precisa ser pedra de construção de um mundo sem opressores e oprimidos e precisa amar a revolução.

Não falo de revoluções sangrentas, tampouco das revoluções de paz, não sejamos simplistas. Falo das revoluções das idéias, na criação de novas consciências, de ações diferentes, como poemas refeitos em busca de perfeição. E sabe que a ação é fundamental.

Sintam como poetas da revolução, criando, recriando, mudando. O revolucionário rejeita os fanatismos, mas não se deixa corromper, bem como a pedra resistente. Os revolucionários são noites de poemas construídas nas pedras de um mundo novo.

Pedras e poemas são como um coração pulsante, vermelho, que endurece, mas não perde a ternura e irriga nossas veias com o sangue quente da mudança. Sejamos amantes da revolução continuada, sejamos pedras e poemas.

10/02/2009

Obama...

Demorei bastante tempo desde a última postagem aqui, mas acho que tá em tempo.

A bola da vez aqui no blog é do Barack Obama.

Eu andei, há um tempo atrás respondendo uns emails bonitinhos supervalorizando a eleição de Obama, com algumas considerações que eu acho que devem ser feitas. Quase nunca receberam bem as críticas a esse ufanismo pelo Obama que eu, sinceramente, tenho muito asco [pelo ufanismo, é claro!].

É importante ressaltar que a maior diferença entre essa e as outras eleições norte-americanas onde Republicanos disputaram com Democratas é pura e simplesmente o fato de uma parte da população branca e descaradamente racista dos EUA, tiveram de dar o braço a torcer porque um negro mostrou mais capacidade que um veterano de guerra branco e votaram nele.

O Obama é o rompimento de um paradigma sim. Mas é como dizia o Trotsky: "as revoluções são impossíveis ate que se tornem inevitáveis". Ou seja, o povo norte americano quis [e deu] o troco na política desastrada de Bush. No entanto, a política belicista de Bush é caracteristica republicana, vide o Bush pai que tomou uma sova dos vietcongues e ainda de uma crise profunda do neo-liberalismo globalizado comandado pelo império. Obama é um resultado. Foi uma resposta necessária da parte da população. Foi a "revolução" precisa.

Da mesma forma, os Democratas adotam a política protecionista. Seus produtos têm subsídios enquanto os dos outros são sobretaxados. O Brasil por exemplo já está sofrendo com o protecionismo da era Obama e olha que ele nem sentou direito a bunda lá na Sala Oval da Casa Branca. Obama é protecionista e em períodos de crise econômica mundial, mais do que nunca nosso olhar tem que se voltar pra América Latina, fortalecendo o mercado regional com os países parceiros na alternativa Bolivariana das Américas e se protegendo do protecionismo alheio.

Tenho esperança de que o Obama consiga fazer um governo melhor. Não porque eu ache que o fato dele ser negro, assim como eu, confira a ele mais competência que um branco, ou que eu ache que ele pode salvar o mundo. Assim como, se ele errar mais que acertar, não vou admitir que coloquem o fato dele ser negro como determinante para isso. Temos que cobrar dele igual cobramos de qualquer um outro e em qualquer lugar do mundo, afinal de contas, ele é tão humano quanto qualquer um e está sujeito a erros e acertos.

16/01/2009

E aí, comeu?


Pergunta "revolucionária" que denota a capacidade interativa das pessoas no que diz respeito à baixa capacidade de diálogo, ainda que genérico, no âmbito das relações sexuais alheias.

Ninguém tem mais o que fazer não? Tão idiota quanto a pergunta é discorrer sobre ela, mas é necessário que se faça. A sociedade patriarcal, machista, heterosexista, heteronormativa, falocêntrica e lesbofóbica/homofóbica tem a capacidade de formular pérolas como essas.

Não diz respeito somente a sustentar a volatilidade nas relações, não sou santo, nem tô aqui fazendo defesa da monogamia, apesar de achar particularmente mais atraente. Ninguém nasce dono de ninguém, o que me preocupa é a vulgarização das relações afetivas e sexuais. Tratar com tão pouco tato as relações íntimas alheias é, no mínimo, uma demonstração de força do que é mais caro às massas impelidas pelo capitalismo: a espetacularização, o simulacro o extermínio das individualidades (massificação), a transformação de tudo em "coisas" e tantas outras formas de auto-flagelo admitido como fator sine qua non do "bem viver contemporâneo".

Pois... a sociedade da imagem obriga as pessoas a "se promoverem". As perguntas impertinentes e a necessidade de auto-afirmação contribuem para a manutenção dessa lógica ilógica.

Eu proponho o canibalismo compulsório: matou a individualidade alheia, tem de comer a prória língua.

E aí, comeu?

11/01/2009

Pra começar com bom humor...

Porque se a gente não rir faz o quê? Chora né? Mas falta vontade, motivo e ainda tempo pra andar chorando. Bom mesmo é rir!!! Vou deixar aqui uma amenidade pra começar bem o ano.

Porque esse não é lição, quem dá lição é Deus... o que tem aí é puro ensinamento do mundo!




Saludos, camaradas!!!

30/12/2008

Ano Novo... every little things is gonna be alright!

Queridas, queridos,

Acaba mais um ano e tudo vai continuar igual se o começo da mudança não for em nós. Tudo pode ser bom ou ruim de acordo com a dosagem. Em relação às coisas da natureza, espero que o nosso sertão possa ter suas agruras amenizadas no próximo ano e que o nosso cuidado seja ainda maior com a natureza pra que ela não se revolte e aconteçam mais catástrofes como as de Santa Catarina. "O homem deixa de ser escravo quando passa à condição de arquiteto do próprio destino", já dizia Che - e isso se aplica também à nossa relação com a natureza.

Menos choro e mais ação em 2009. Every little things is gonna be alright!!!

24/12/2008

Mensagem de Natal

Mensagem de Natal - By De(ath)Sign. Gostei muito... rsrsrs. Um pouco de humor é sempre bom!!! Confiram!


Deathsign: Natal 2008 from Marcos Cintra on Vimeo.

23/12/2008

Nkosi Sikelel' Afrika - Deus, abençoe a Africa

Uma música marcante em minha vida. Conheci originalmente vendo um grupo cultural afro cantand e desde então venho procurando. Depois escutei no filme "Um grito de Liberdade" [Cry Freedom], em que Denzel Washington faz o papel de Steve Biko, um líder do Movimento contra o apartheid racial na África do Sul, enquanto Mandela estava preso. Essa música foi cantada no enterro de Biko, quando ele foi assassinado na prisão. Achei hoje no youtube o vídeo com a tradução da música e uma auto explicação. Tome sua dose diária de consciência estudando um pouquinho sobre o apartheid racial e sobre steve biko, recomendo. Nkosi Sikelel' Afrika.



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Uma de Biko. Durante seu julgamento por liderar a Black Conscienciousness, ele foi questionado pelo juiz: "Porque vocês se chamam de negros? Vocês parecem mais marrons do que negros para mim." Ao que Biko responde: "Porque vocês se chamam de brancos? Vocês parecem mais rosas do que brancos para mim."