Explanação do Companheiro Anderson Campos no I Encontro da Juventude Trabalhadora do PT. Direto da TV JPT. Aproveitem!
29/06/2009
25/06/2009
Pena
o teatro mágico
Composição: Fernando Anitelli e Maíra Viana
O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai.
Um sorriso por ingresso.
Falta assunto, falta acesso.
Talento traduzido em cédula
E a cédula tronco é a cédula mãe solteira.
O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai.
Acordes em oferta, cordel em promoção.
A Prosa presa em papel de bala:
Música rara em liquidação
E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A Luz acesa
Lá se dorme um Sol em mim menor
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai.
A porcentagem e o verso,
rifa, tarifa e refrão.
Talento provado em papel moeda:
Poesia metamorfoseada em cifrão.
O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai.
Meu museu em obras, obras em leilão.
Atalhos, retalhos, sobras:
A matemática da arte em papel de pão.
E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A luz acesa
Já se abre um sol em mim maior
[Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior]
12/06/2009
O velho e o moço
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante
Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim.
Ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto!
Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer, que eu preciso sim
De todo o cuidado.
E se eu fosse o primeiro a voltar
Pra mudar o que eu fiz
Quem então agora eu seria?
Ahh, tanto faz!
E o que não foi não é.
Eu sei que ainda vou voltar
Mas, "eu", quem será?
Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.
Sei do escândalo e eles têm razão
Quando vem dizer que eu não sei medir
nem tempo e nem medo
E se eu for o primeiro
A prever e poder desistir
do que for dar errado?
Ahhh
olha, se não sou eu
quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
(Dispenso a previsão!)
Ahhh, se o que eu sou
É também o que eu escolhi ser,
aceito a condição.
Vou levando assim
Que o acaso é amigo do meu coração:
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir.
(O momento agora é esse. Los Hermanos, introspecção, coisas amenas... eu acho.)
Composição: Rodrigo Amarante
Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim.
Ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto!
Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer, que eu preciso sim
De todo o cuidado.
E se eu fosse o primeiro a voltar
Pra mudar o que eu fiz
Quem então agora eu seria?
Ahh, tanto faz!
E o que não foi não é.
Eu sei que ainda vou voltar
Mas, "eu", quem será?
Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.
Sei do escândalo e eles têm razão
Quando vem dizer que eu não sei medir
nem tempo e nem medo
E se eu for o primeiro
A prever e poder desistir
do que for dar errado?
Ahhh
olha, se não sou eu
quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
(Dispenso a previsão!)
Ahhh, se o que eu sou
É também o que eu escolhi ser,
aceito a condição.
Vou levando assim
Que o acaso é amigo do meu coração:
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir.
(O momento agora é esse. Los Hermanos, introspecção, coisas amenas... eu acho.)
04/06/2009
:: O carinho de Lili ::

Não vou ficar falando de pessoas que entram em nossas vidas e blá, blá, blá... vou falar de Liliane Oliveira, o meu "L" em Arial minúsculo, parceira do nosso "Núcleo Duríssimo" da Comunicação, Camarada de Partido e de Corrente, Diretora de Cultura da União dos Estudantes da Bahia, poetiza despretensiosa, furacão de sentimentos e contra-sentimentos (depois eu explico... rsrs), enfim... uma amiga dessas que não se acha por aí, uma criatura que chegou na Terra e alguém gritou: " - Essa aí vai ser gente!". E eu diria que Lili é MUITO gente... porque sofre, porque luta, porque supera, porque tem preguiça, porque tem energia, porque rí, porque grita, porque chora, porque acerta e erra, porque é gente.
E é pelo carinho que Lili tem por mim, inclusive demonstrado publicamente no seu blog, seja na reprodução do que escrevo, seja comentando nos seus posts, seja na companhia na luta, que deixo essa homenagem aqui.
Espero que goste, Lili. Um beijão no coração!
02/06/2009
Pra romper com a pieguice...

Somos compostos do que acreditamos. Gostar de alguém, ter um ideal de vida, um hobby, uma ânsia, inquietação... é o que nos move. Minha essência de vida é o bem comum por isso não poderia deixar de lutar pela reorientação da ordem atual, valorizando as mulheres e as tratando como iguais em direitos, deveres e espaço. Não poderia deixar de reconhecer que desenvolvimentismo não combina com presevação do planeta ou deixar de lutar pelo direito dos índios e índias, dos negros e negras, do jovem e da jovem, da população lgbt, do agricultor e agricultora familiar. Eu tenho uma posição sobre o futuro da sociedade e essa luta é minha fôrma... não poderia deixar de ser socialista.
15/05/2009
:: Docemente Piegas ::
Me disse que eu faço bem.
Mas me faz um bem que nem imagina.
Pegou um martelo,
(grande)
abriu uma fenda no peito,
(com uma destreza cirúrgica)
e quebrou o gelo do coração.
Nem pediu licença.
E eu ainda acreditava
que minha vã confiança estava no controle.
Mas, aqui está a prova...
mais... da mesma pieguice motriz do mundo.
E eu jurei que não faria de novo,
mas seus olhos me aliciaram.
Me traí.
Mas me faz um bem que nem imagina.
Pegou um martelo,
(grande)
abriu uma fenda no peito,
(com uma destreza cirúrgica)
e quebrou o gelo do coração.
Nem pediu licença.
E eu ainda acreditava
que minha vã confiança estava no controle.
Mas, aqui está a prova...
mais... da mesma pieguice motriz do mundo.
E eu jurei que não faria de novo,
mas seus olhos me aliciaram.
Me traí.
08/05/2009
:: FHC pela legalização do THC ::
Olha aí! Faz tempo que eu não postava, mas prometo não ficar tanto tempo sem postar de novo. Pelo menos vou tentar... E não é que eu volto com mais uma reportagem digna do Cachimbo do Saci? (Ei Bino, vai ficar devendo meu merchandising!) O FHC quer liberar a THC... leia a reportagem.
"A maconha, além de ser a droga menos danosa ao organismo, é a mais consumida." FHC, sobre o THC.
13/02/2009 - 18:26 - ATUALIZADO EM 13/02/2009 - 23:10
Maconha: hora de legalizar?
Por que um grupo cada vez maior de políticos e intelectuais – entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – defende a legalização do consumo pessoal de maconha
RUTH DE AQUINO. COM MARTHA MENDONÇA, NELITO FERNANDES, WÁLTER NUNES E RAFAEL PEREIRA
Fumar maconha em casa e na rua deveria ser legal? Legal no sentido de lícito e aceito socialmente, como álcool e tabaco? O debate sobre a legalização do uso pessoal da maconha não é novo. Mas mudaram seus defensores. Agora, não são hippies nem pop stars. São três ex-presidentes latino-americanos, de cabelos brancos e ex-professores universitários, que encabeçam uma comissão de 17 especialistas e personalidades: o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, de 77 anos, e os economistas César Gaviria, da Colômbia, de 61 anos, e Ernesto Zedillo, do México, de 57 anos. Eles propõem que a política mundial de drogas seja revista. Começando pela maconha. Fumada em cigarros, conhecidos como “baseados”, ou inalada com cachimbos ou narguilés, a maconha é um entorpecente produzido a partir das plantas da espécie Cannabis sativa, cuja substância psicoativa – aquela que, na gíria, “dá barato” – se chama cientificamente tetraidrocanabinol, ou THC.
Na Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, reunida na semana passada no Rio de Janeiro, ninguém exalta as virtudes da erva, a não ser suas propriedades terapêuticas para uso medicinal. Os danos à saúde são reconhecidos. As conclusões da comissão seguem a lógica fria dos números e do mercado. Gastam-se bilhões de dólares por ano, mata-se, prende-se, mas o tráfico se sofistica, cria poderes paralelos e se infiltra na polícia e na política. O consumo aumenta em todas as classes sociais. Desde 1998, quando a ONU levantou sua bandeira de “um mundo livre de drogas” – hoje considerada ingenuidade ou equívoco –, mais que triplicou o consumo de maconha e cocaína na América Latina.
Em março, uma reunião ministerial na Áustria discutirá a política de combate às drogas na última década. Espera-se que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, modifique a posição conservadora histórica dos Estados Unidos. A questão racial pode influir, já que, na população carcerária americana, há seis vezes mais negros que brancos. Os EUA gastam US$ 35 bilhões por ano na repressão e, em pouco mais de 30 anos, o número de presos por envolvimento com drogas decuplicou: de 50 mil, passou a meio milhão. A cada quatro prisões no país, uma tem relação com drogas. No site da Casa Branca, Obama se dispõe a apoiar a distribuição gratuita de seringas para proteger os viciados de contaminação por aids. Alguns países já adotam essa política de “redução de danos”, mas, para os EUA, o cumprimento dessa promessa da campanha eleitoral representa uma mudança significativa.
A Colômbia, sede de cartéis do narcotráfico, foi nos últimos anos um laboratório da política de repressão. O ex-presidente Gaviria afirmou, no Rio, que seu país fez de tudo, tentou tudo, até violou direitos humanos na busca de acabar com o tráfico. Mesmo com a extradição ou o extermínio de poderosos chefões, mesmo com o investimento de US$ 6 bilhões dos Estados Unidos no Plano Colômbia, a área de cultivo de coca na região andina permanece com 200 mil hectares. “Não houve efeito no tráfico para os EUA”, diz Gaviria.
Há 200 milhões de usuários regulares de drogas no mundo. Desses, 160 milhões fumam maconha. A erva é antiga – seus registros na China datam de 2723 a.C. –, mas apenas em 1960 a ONU recomendou sua proibição em todo o mundo. O mercado global de drogas ilegais é estimado em US$ 322 bilhões. Está nas mãos de cartéis ou de quadrilhas de bandidos. Outras drogas, como o tabaco e o álcool, matam bem mais que a maconha, mas são lícitas. Seus fabricantes pagam impostos altíssimos. O comércio é regulado e controla-se a qualidade. Crescem entre estudiosos duas convicções. Primeira: fracassou a política de proibição e repressão policial às drogas. Segunda: somente a autorregulação, com base em prevenção e campanhas de saúde pública, pode reduzir o consumo de substâncias que alteram a consciência. Liderada pelos ex-presidentes, a comissão defende a descriminalização do uso pessoal da maconha em todos os países. “Temos de começar por algum lugar”, diz FHC. “A maconha, além de ser a droga menos danosa ao organismo, é a mais consumida. Seria leviano incluir drogas mais pesadas, como a cocaína, nessa proposta”.
"A maconha, além de ser a droga menos danosa ao organismo, é a mais consumida." FHC, sobre o THC.
13/02/2009 - 18:26 - ATUALIZADO EM 13/02/2009 - 23:10
Maconha: hora de legalizar?
Por que um grupo cada vez maior de políticos e intelectuais – entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – defende a legalização do consumo pessoal de maconha
RUTH DE AQUINO. COM MARTHA MENDONÇA, NELITO FERNANDES, WÁLTER NUNES E RAFAEL PEREIRA
Fumar maconha em casa e na rua deveria ser legal? Legal no sentido de lícito e aceito socialmente, como álcool e tabaco? O debate sobre a legalização do uso pessoal da maconha não é novo. Mas mudaram seus defensores. Agora, não são hippies nem pop stars. São três ex-presidentes latino-americanos, de cabelos brancos e ex-professores universitários, que encabeçam uma comissão de 17 especialistas e personalidades: o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, de 77 anos, e os economistas César Gaviria, da Colômbia, de 61 anos, e Ernesto Zedillo, do México, de 57 anos. Eles propõem que a política mundial de drogas seja revista. Começando pela maconha. Fumada em cigarros, conhecidos como “baseados”, ou inalada com cachimbos ou narguilés, a maconha é um entorpecente produzido a partir das plantas da espécie Cannabis sativa, cuja substância psicoativa – aquela que, na gíria, “dá barato” – se chama cientificamente tetraidrocanabinol, ou THC.
Na Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, reunida na semana passada no Rio de Janeiro, ninguém exalta as virtudes da erva, a não ser suas propriedades terapêuticas para uso medicinal. Os danos à saúde são reconhecidos. As conclusões da comissão seguem a lógica fria dos números e do mercado. Gastam-se bilhões de dólares por ano, mata-se, prende-se, mas o tráfico se sofistica, cria poderes paralelos e se infiltra na polícia e na política. O consumo aumenta em todas as classes sociais. Desde 1998, quando a ONU levantou sua bandeira de “um mundo livre de drogas” – hoje considerada ingenuidade ou equívoco –, mais que triplicou o consumo de maconha e cocaína na América Latina.
Em março, uma reunião ministerial na Áustria discutirá a política de combate às drogas na última década. Espera-se que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, modifique a posição conservadora histórica dos Estados Unidos. A questão racial pode influir, já que, na população carcerária americana, há seis vezes mais negros que brancos. Os EUA gastam US$ 35 bilhões por ano na repressão e, em pouco mais de 30 anos, o número de presos por envolvimento com drogas decuplicou: de 50 mil, passou a meio milhão. A cada quatro prisões no país, uma tem relação com drogas. No site da Casa Branca, Obama se dispõe a apoiar a distribuição gratuita de seringas para proteger os viciados de contaminação por aids. Alguns países já adotam essa política de “redução de danos”, mas, para os EUA, o cumprimento dessa promessa da campanha eleitoral representa uma mudança significativa.
A Colômbia, sede de cartéis do narcotráfico, foi nos últimos anos um laboratório da política de repressão. O ex-presidente Gaviria afirmou, no Rio, que seu país fez de tudo, tentou tudo, até violou direitos humanos na busca de acabar com o tráfico. Mesmo com a extradição ou o extermínio de poderosos chefões, mesmo com o investimento de US$ 6 bilhões dos Estados Unidos no Plano Colômbia, a área de cultivo de coca na região andina permanece com 200 mil hectares. “Não houve efeito no tráfico para os EUA”, diz Gaviria.
Há 200 milhões de usuários regulares de drogas no mundo. Desses, 160 milhões fumam maconha. A erva é antiga – seus registros na China datam de 2723 a.C. –, mas apenas em 1960 a ONU recomendou sua proibição em todo o mundo. O mercado global de drogas ilegais é estimado em US$ 322 bilhões. Está nas mãos de cartéis ou de quadrilhas de bandidos. Outras drogas, como o tabaco e o álcool, matam bem mais que a maconha, mas são lícitas. Seus fabricantes pagam impostos altíssimos. O comércio é regulado e controla-se a qualidade. Crescem entre estudiosos duas convicções. Primeira: fracassou a política de proibição e repressão policial às drogas. Segunda: somente a autorregulação, com base em prevenção e campanhas de saúde pública, pode reduzir o consumo de substâncias que alteram a consciência. Liderada pelos ex-presidentes, a comissão defende a descriminalização do uso pessoal da maconha em todos os países. “Temos de começar por algum lugar”, diz FHC. “A maconha, além de ser a droga menos danosa ao organismo, é a mais consumida. Seria leviano incluir drogas mais pesadas, como a cocaína, nessa proposta”.
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